Foto: Reprodução/Agência Brasil

A 60ª fase da Lava Jato foi batizada como Operação “Ad Infinitum”, devido a repetição de modalidades criminosas já investigadas pela Polícia Federal.

No total 46 Policiais federais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, além de 01 mandado de prisão preventiva, nas cidades de São Paulo, capital, São José do Rio Preto, Guarujá e Ubatuba, todas no estado de São Paulo.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Os endereços são ligados à Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, considerado um dos operadores financeiros do PSDB, além do ex-senador Aloysio Nunes, ex-chanceler do governo Temer.

As investigações realizadas pela força-tarefa Lava Jato no Paraná revelaram a atuação de Paulo Preto como operador financeiro com importante papel num complexo conjunto de operações de lavagem de dinheiro em favor da empreiteira Odebrecht.

De acordo com as provas colhidas ao longo da investigação, Paulo Preto disponibilizou, a partir do segundo semestre de 2010, R$ 100 milhões em espécie a Adir Assad no Brasil.

Este, por sua vez, entregou os valores ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, aos cuidados do doleiro Álvaro Novis. O doleiro realizava pagamentos de propinas, a mando da empresa, para vários agentes públicos e políticos, inclusive da Petrobras.

As transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Vieira de Souza na Suíça no início de 2017. Paulo Vieira de Souza foi o único preso nesta fase da Lava Jato. Ele foi detido na cidade de São Paulo e foi encaminhado para a carceragem da PF em Curitiba.

Repórter Fabio Buchmann