Foto: Reprodução/EBC
Terrazza Panorâmico

O consumo de drogas causa cerca de meio milhão de mortes por ano no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Uma das classes que mais utilizam drogas entorpecentes são os caminhoneiros. O uso é tão disseminado que, de acordo com o Ministério Público do Trabalho, quase um terço dos caminhoneiros dirige sob efeito de drogas pesadas. De acordo com a farmacêutica responsável pela toxicologia da DB Diagnósticos do Brasil, Ana Carolina Gimenez, para se manter acordado na estrada, eles consomem drogas lícitas e principalmente ilícitas. A mais comum é a cocaína.

As consequências do uso dessas substâncias podem ser irreversíveis para a saúde. Além disso, o rebite também aumenta a pressão arterial, e leva o usuário a pensar que possui mais concentração e maior capacidade física. O perigo de usar esse tipo de entorpecente na estrada está no efeito rebote.

Com o objetivo de melhorar a segurança no trânsito, em março de 2015 foi sancionada a Lei Federal 13.103, também conhecida como Lei do Caminhoneiro, que tornou obrigatório o exame toxicológico para a emissão ou renovação da carteira de motoristas nas categorias C, D e E.

O exame toxicológico aponta um período mínimo de 90 dias de consumo, ou seja, se o motorista tiver usado algum tipo de entorpecente nos últimos três meses antes do exame, não consegue renovar a carteira de habilitação. O exame pode ser realizado apenas por laboratórios devidamente credenciados pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito).

Em 2017 foram registrados 89.318 acidentes graves nas estradas, o que resultou em 6.244 mortos e 83.978 feridos. Das fatalidades, estima-se que 48% foram provocadas por caminhões.

Repórter Lucian Pichetti