Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
Terrazza Panorâmico

O aumento da passagem de ônibus de R$ 4,25 para R$ 4,50, com o subsídio do governo do estado à Prefeitura de Curitiba, foi debatido por diversos vereadores na sessão desta segunda-feira (25) na Câmara Municipal de Curitiba.

O tema central da discussão foi uma moção de repúdio, apresentada pela vereadora de oposição professora Josete, do PT.

A vereadora explicou que o repúdio era necessário porque, desde 2013, diversos órgãos – entre eles a própria Câmara Municipal de Curitiba (CMC), através da CPI do Transporte Coletivo, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) – vêm recomendando a redução da tarifa paga pelos usuários do sistema.

Ela fez um cálculo sobre o gasto com transporte público no orçamento de quem ganha um salário mínimo. Para quem paga duas passagens por dia, 20 vezes no mês, a despesa chegaria a quase 20% dos rendimentos.

Uma situação desumana, segundo a parlamentar.

A discussão envolveu outros colegas de Plenário. A vereadora do DEM, Julieta Reis, classificou a inciativa de professora Josete como uma espécie de grosseria.

Segundo ela, não cabe repúdio em um acordo entre o governo estadual e a prefeitura para viabilizar o subsídio do transporte. O valor é determinante para que se mantenham as isenções no sistema, segundo Julieta.

Já Noêmia Rocha, do MDB, disse que a moção de repúdio nada mais é do que o eco do anseio popular.  

Em votação simbólica, a maioria do plenário decidiu arquivar a moção de repúdio à decisão da Prefeitura de subir o valor das tarifas. O anúncio do subsídio de R$ 150 milhões na tarifa – R$ 100 milhões do Governo do Paraná e R$ 50 milhões da Prefeitura de Curitiba ocorreu na semana passada.

Repórter Fábio Buchmann