UTFPR cria túnel sanitizante com apoio do Ministério da Defesa

UTFPR cria túnel sanitizante com apoio do Ministério da Defesa
Foto: Divulgação / UTFPR

O túnel de sanitização com ozônio úmido está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e poderá ser utilizado como medida de combate à Covid-19 nas fronteiras e indústrias do Brasil.

O projeto é desenvolvido com apoio do Ministério da Defesa e patrocinado pela Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), que investiu cerca de R$ 250 mil na pesquisa científica. O professor Rubens Alexandre de Faria, que coordena o projeto, conta como surgiu a parceria.

Além das fronteiras, o túnel seria utilizado nas indústrias do Paraná, que geram cerca de 760 mil empregos e concentram um grande número de pessoas em um mesmo espaço. Segundo Faria, o principal diferencial deste túnel é a forma de sanitização, que utiliza ozônio em gotículas de água.

O professor explica que o equipamento não pode ser chamado de “túnel de desinfecção”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma nota técnica sobre a falta de evidências científicas de que câmaras, cabines e túneis sejam eficazes e seguros no combate ao coronavírus. Segundo o documento, os produtos normalmente usados podem causar danos à saúde. No entanto, na orientação não há nada relacionado ao uso de ozônio úmido, destacando apenas os malefícios do gás de ozônio para a respiração.

Depois da nota da Anvisa, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), expediu uma recomendação para interdição de todas as estruturas como câmaras, cabines e túneis que sirvam para desinfecção no estado. Em Curitiba, vários supermercados utilizavam a ferramenta, e algumas cidades como São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu instalaram cabines nas calçadas para uso da população.

O túnel de sanitização com ozônio úmido da UTFPR está em análise e aguarda aprovação da Anvisa.

Repórter Francielly Azevedo