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Pessoas físicas já podem doar dinheiro para pré-candidatos na eleição deste ano. O “crowdfunding” foi liberado nesta terça-feira (15). É o nome que se dá ao financiamento coletivo captado por meio da internet, também apelidado de “vaquinha virtual”.

A novidade foi legalizada no ano passado, na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso. A aprovação ocorreu na esteira da proibição, em 2015, das doações empresariais para os políticos.

Guilherme de Salles, advogado especialista em Direito Eleitoral, e fundador do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (IPRADE), explica que esta é apenas mais uma forma legal de captação de doações.

A nova modalidade de financiamento é bem-vindo entre os candidatos nanicos.

Para o especialista em Direito Eleitoral, o crowdfunding promove também o engajamento dos eleitores na campanha.

A doação pelo crowdfunding vai ser feita por meio de um dos sites autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lá, o eleitor vai escolher o pré-candidato de sua preferência. O pagamento pode ser feito de várias formas, a depender da empresa: boleto bancário, cartão de crédito e transferência online, por exemplo.

O valor só vai ser transferido ao político depois que a candidatura for confirmada.

Cada pessoa física tem um limite de doações. Não dá para passar de 10% da renda bruta que obteve em 2017. Se isso acontecer, ela paga multa no mesmo valor que doou a mais.

Repórter Lucian Pichetti