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Foto: Daniel Castellano/SMCS
Terrazza Panorâmico

O substitutivo que trata do bilhete único para o transporte coletivo de Curitiba foi aprovado em primeira discussão, por unanimidade, na Sessão Plenária desta segunda-feira (9). A proposta, do vereador Bruno Pessuti (PSD), inclui ainda a criação de condições jurídicas para viabilizar também a passagem com preço diferenciado, em determinados horários e linhas, a chamada tarifa diferenciada.

Conforme a iniciativa, a “chamada tarifa temporal”, também conhecida como “bilhete único”, permite ao passageiro pegar mais de um ônibus durante um determinado período de tempo, mesmo fora de terminais, sem pagar nova passagem. Já as tarifas diferenciadas por horário, autorizam a cobrança de um valor mais baixo fora dos horários de pico.

Segundo o vereador, o projeto pretende incentivar que a população utilize o transporte coletivo da cidade.

Atualmente a passagem em Curitiba custa R$ 4,50 e só permite integrações em terminais e estações-tubo.

Segundo o parlamentar, o projeto viabiliza que o bilhete único possa funcionar de diversas formas.  

O que prevê o substitutivo

O substitutivo pretende incluir dispositivos na lei municipal que trata sobre a organização do transporte coletivo de Curitiba. Além da tarifa diferenciada, a proposta regulamenta a validade dos créditos do cartão-transporte por um ano, com exceção da Linha Turismo. Os créditos expirados seriam incorporados ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC).

Na última semana, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) anunciou um projeto piloto para aplicação de tarifa diferenciada do transporte coletivo em horários de menor movimento. A nova tarifa, de R$ 3,90 (R$ 0,60 a menos que a tarifa convencional), está sendo aplicada na linha Pinhais/Guadalupe desde esta segunda-feira (9) nos períodos entre às 9h e às 11h; 14h e 16h; e 20h e 00h.

O vereador Bruno Pessuti disse que um dos dispositivos do projeto é semelhante a esse testado pela Comec, mas que a Urbs ainda estuda qual será o valor.

O projeto agora segue para votação em segundo turno. Se aprovado, irá para sanção ou veto do Prefeito. Caso seja sancionada, a lei entrarpá em vigor 30 dias após a publicação em Diário Oficial do Município.

Repórter Francielly Azevedo com informações de William Bittar