Foto: Reprodução/SMCS

Os vereadores de Curitiba usaram a tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira (12), para debater o projeto de lei enviado pela Prefeitura Municipal que torna exclusiva a bilhetagem eletrônica nos ônibus do transporte coletivo.

Pelo projeto, que está na Comissão de Constituição e Justiça, a cobrança de passagens nos ônibus e estações tubo da capital, serão feitas apenas por meio eletrônico, extinguindo a figura do cobrador. De acordo com a justificativa do projeto, o objetivo é reduzir os assaltos e diminuir o valor da tarifa técnica do transporte coletivo.

Para o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), o projeto representa o desemprego para 6.000 cobradores. Segundo o Sindimoc não há garantias de redução no preço da passagem, já que outras capitais que usam este modelo de cobrança não conseguiram reduzir o preço da tarifa.

O vereador Rogério Campos (PSC) ao usar a tribuna, destacou que a população não terá vantagem alguma caso a lei entre em vigor.

A vereadora Noêmia Rocha (MDB), líder da oposição, ressaltou que a prefeitura ao se denominar moderna deve gerar empregos e não retirá-los.

Em entrevista a CBN Curitiba, o presidente da URBS Ogeny Pedro Maia Neto defendeu o projeto e destacou que os sindicatos dos trabalhadores e das empresas do transporte coletivo já tinham conhecimento da iniciativa quando assinaram a convenção coletiva de trabalho no início de 2018.

O Sindimoc realiza nesta terça-feira (13) às 15hs, uma passeata saindo do sindicato na região central da cidade até a Prefeitura de Curitiba onde serão recebidos para a entrega de um ofício em que pedem a retirada do projeto.

Repórter Vanessa Fernandes