Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
Terrazza Panorâmico

A Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana entregou, nesta terça-feira (5), na Câmara Municipal de Curitiba, um documento para pedir que a Rodoferroviária receba o nome de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre. A menina, de 9 anos, foi encontrada morta em uma mala no local, há 11 anos. Foi no dia 05 de novembro de 2008, que a criança foi encontrada depois de desaparecer ao sair do colégio, no Centro da cidade.

O caso foi tratado, por muitos anos, como um dos mais emblemáticos do Paraná, já que, dos mais de 170 suspeitos investigados pela Polícia Civil, nenhum foi acusado pelo crime.

Somente em 2019, quase 11 anos depois do crime, o principal suspeito do crime foi identificado.

A moção entregue na Câmara Municipal ainda responsabiliza o Estado e aponta possíveis erros no processo para a solução do crime, além de justificar a homenagem a Rachel para que o crimes como este não sejam esquecidos e nunca mais aconteçam.

O caso

Carlos Eduardo dos Santos, de 47 anos, foi identificado após o material genético dele ser compatível com o encontrado em Rachel Genofre, em 2008. Ele estava preso na Penitenciária 2 de Sorocaba, em São Paulo, onde cumpre pena, desde 2016, por outro crime de estupro e estelionato.

Em setembro deste ano, ele confessou à Polícia Civil do Paraná que matou a menina.

Em depoimento ele contou que para convencer Rachel Genofre a ir até o local onde o suspeito morava, Carlos Eduardo se passou por um produtor de televisão. Dentro do apartamento ele abusou sexualmente da criança e a matou quando Rachel Genofre gritou por socorro.

Maria Cristina Lobo Oliveira, mãe da Rachel, participou do ato nesta terça-feira. Ela ainda usou a tribuna para agradecer a Polícia Científica por ter identificado o suspeito e disse que ainda luta por justiça, até que seja concluído todo o processo.

Repórter William Bittar