Nesta terça-feira, a 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal negou, por duas vezes, em Brasília, a liberdade ao ex-presidente Lula.

Na primeira ação apreciada pelo colegiado, os advogados da defesa questionavam a conduta do ministro Felix Fischer enquanto relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça.

Já na segunda, eles colocam em suspeição os atos do então juiz federal Sérgio Moro na condução do processo que condenou o ex-presidente.

O ministro Gilmar Mendes chegou a propor que Lula fosse solto, até que o habeas corpus tivesse uma decisão final. Mas os colegas dele rejeitaram a proposta. E a sessão foi suspensa, para ser retomada apenas em agosto, após o recesso do Judiciário.

Durante todo o dia, a apreensão foi grande, na região da Polícia Federal, em Curitiba. Centenas de manifestantes se reuniram no acampamento que fica em frente ao prédio da Superintendência. Os advogados de defesa estiveram algumas vezes com o ex-presidente. Um deles, Emídio de Souza, falou sobre a expectativa de Lula.

Para o presidente do PT-PR e ex-deputado federal Dr. Rosinha, a proposição do ministro Gilmar Mendes atendeu à redação da Constituição Federal.

Dr. Rosinha também comentou a publicação dos diálogos entre Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato, pelo site The Intercept.

O ato terminou com uma celebração religiosa.

Repórter Marcelo Ricetti