Foto: Divulgação/VW
Terrazza Panorâmico

“O aumento da competitividade da indústria automobilística brasileira depende da equalização de três gargalos da macroeconomia nacional”. A afirmação foi feita pelo presidente da Volkswagen na América Latina, Pablo Di Si, em Curitiba, durante o lançamento da primeira concessionária digital da marca no Paraná. Para ele, entre os maiores entraves da economia estão a alta carga tributária, a burocracia e a logística, que faz do Custo Brasil um dos mais caros do mundo.

Pablo Di Si avalia como positivo o desempenho do setor no último biênio, com crescimento de dois dígitos ano a ano. E o resultado se repete agora, em 2019. Mas, segundo o executivo da multinacional, o sinal de alerta está ligado. Com a crise na Argentina, a montadora vai diminuir a produção no país vizinho e também as importações do Brasil. Por outro lado, vai ampliar a planta industrial, visando um futuro  reaquecimento econômico. Por isto, internamente, a empresa se prepara para aumentar a produtividade, investindo em tecnologias de ponta.

Com o lançamento de um novo modelo, 500 trabalhadores da linha de produção, que estavam afastados temporariamente do trabalho, estão retornando para o segundo turno, na unidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com o presidente da Volkswagen na América Latina, mais 60 profissionais devem ser contratados no mês de maio.

Repórter Marcelo Ricetti