Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Lava Jato, passa para o regime aberto nesta sexta-feira. Nos últimos quatro meses, ele esteve em prisão domiciliar fechada, isto é, sem poder sair do apartamento da família em São Paulo, com visitas restritas e autorização apenas para ir ao hospital em casos de emergência. Agora, ele pode voltar às ruas no regime aberto, mas deve permanecer com a tornozeleira eletrônica.

Segundo a defesa do doleiro, as condições do regime aberto ainda precisam ser definidas pelo juiz Sérgio Moro. A rádio CBN apurou que o magistrado não deve autorizar a retirada da tornozeleira. Em todo caso, Youssef passa a cumprir as penas da Lava Jato em um regime com menos restrições e com possibilidade de sair de casa. O benefício faz parte do acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal em setembro de 2014.

Youssef foi o primeiro preso da Lava Jato, em 17 de março de 2014. Ele passou dois anos e oito meses na cadeia antes de ir para casa. Nesta sexta-feira, quando a operação completa três anos, o doleiro progride para o regime aberto. Réu em 18 processos, ele foi condenado a 121 anos de prisão, mas não cumprirá toda a pena por causa da colaboração premiada.

A partir de agora, o doleiro pode voltar a trabalhar, mas não pode se envolver novamente em atividades ilícitas. Se isso acontecer, o acordo de delação será rompido. Youssef é apontado como uma das principais peças do esquema de corrupção da Petrobras. Pelas inúmeras empresas de fachada do doleiro, passaram milhões de reais desviados da estatal.

Repórter Tabata Viapiana

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